dezembro 5, 2018

Precisamos falar sobre cannabis

colunistas
6 min de leitura

Sabe aqueles assuntos “indigestos” que são evitados durante o almoço de domingo em família?

A condição de tabu de alguns deles só faz aumentar a desinformação. Não se trata de causar constrangimentos nem estragar o clima à mesa, mas há um que precisa entrar no cardápio: precisamos falar sobre cannabis.

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E por que precisamos falar sobre cannabis?

No Brasil  há mais de 4.500 pacientes que tiveram sua vida modificada para melhor depois de começarem o tratamento com cannabis medicinal legal para doenças incapacitantes como epilepsia, esclerose, autismo e dores crônicas. Mas há outros milhares de pacientes no Brasil que foram obrigados a recorrer a meios ilícitos para conseguir terapia canabionoide para aplacar a dor e o sofrimento de um filho ou um irmão.

Precisamos falar sobre essas pessoas, precisamos falar sobre cannabis.

Talvez você não tenha sequer notado, mas nunca viu um anúncio em redes sociais ou qualquer outro meio digital falando sobre cannabis por mais que haja comprovações factuais e científicas sobre os resultados positivos do seu uso medicinal.

Precisamos falar sobre cannabis porque hoje nenhuma plataforma digital aceita publicidade ou impulsionamento de postagens contendo esse termo, por mais que 40% da população brasileira esteja convivendo com uma dor ou doença crônica e poderia se beneficiar de tratamento com cannabis medicinal.

Os espaços e eventos criados para fomentar e acolher novas empresas no Brasil ainda não sabem como lidar com o tema e preferem “esperar uma regulação para permitirmos o acesso da sua empresa”. Precisamos falar sobre cannabis, pois o mundo empresarial ainda tem muitos preconceitos e receios.

Mas, há um outro lado.  Recentemente, fui convidada para fazer uma palestra no Scream Festival, em Salvador, e fiquei muito contente com a ousadia do evento ao incluir o tema em sua grade. Mas surpresa mesmo fiquei ao me deparar com um grande painel luminoso no saguão de desembarque do aeroporto internacional de Salvador, onde circulam por dia mais de 20.000 pessoas, e ver meu nome e o da DR CANNABIS em letras bem grandes.

Precisamos falar sobre cannabis, sim! Mas, para isso, precisamos também de uma boa dose da ousadia vanguardista baiana para romper barreiras. A informação é o melhor remédio e, como diria o baiano: procure saber!


VIVIANE SEDOLA
CEO & Founder da Dr. Cannabis

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