julho 31, 2018

6 fatos históricos sobre o uso da cannabis medicinal

história
3 min de leitura

O uso da cannabis medicinal remonta a milhares de anos. À medida que o debate sobre a legalização da planta esquenta, mais estudos e pesquisas surgem para por um ponto final nas dúvidas sobre o valor da cannabis como tratamento para várias doenças. Os fatos a seguir, mostram o que a história nos conta sobre o potencial terapêutico da planta.

  1. O registro mais antigo de cannabis medicinal vem da China

Em 2.737 a.C., o imperador chinês Shennong escreveu um livro sobre medicina que incluía a cannabis como tratamento para muitas condições. De acordo com antigos textos chineses, a cannabis poderia ser útil para tratar constipação, gota e reumatismo.

Curiosamente, Shennong não era apenas um imperador, mas também um farmacologista. Dizem que ele testou centenas de ervas em si mesmo para avaliar o valor médico de cada uma.

  1. Os antigos egípcios foram os primeiros a usar cannabis como tratamento para tumores

Acredita-se que o papiro Fayyum Medical, do século II, um antigo texto egípcio, contém o registro mais antigo do uso da cannabis medicinal no combate ao câncer.

Embora pouco se saiba sobre os sucessos dos tratamentos contra o câncer do antigo Egito, a cannabis continua a receber um interesse significativo como uma terapia contra o câncer ainda nos dias de hoje.

  1. A cannabis foi usada como medicina veterinária na Grécia antiga

Os antigos gregos usavam cannabis em seus cavalos após a batalha para tratar feridas. A planta também foi utilizada em seres humanos para uma variedade de doenças, incluindo dor de ouvido e inflamação.

Curiosamente, acredita-se que a prática da cannabis medicinal tenha se espalhado da Grécia antiga para os países árabes.

  1. A cannabis medicinal foi introduzida na medicina ocidental em meados do século XIX

Na década de 1830, um médico irlandês chamado William Brooke O’Shaughnessy observou o uso da cannabis medicinal durante uma viagem à Índia.

Depois de estudar seus efeitos, ele introduziu a cannabis aos médicos na Inglaterra como um tratamento para uma ampla gama de condições, incluindo espasmos musculares, reumatismo, epilepsia e dor. Como os relatórios iniciais de sua eficácia foram publicados, a popularidade dos medicamentos à base de cannabis se espalhou rapidamente pela Europa e América do Norte.

  1. O nome “indica” refere-se à cannabis indiana.

O nome “cannabis indica” foi originalmente inventado por um biólogo francês em 1785. Jean-Baptiste Lamarck também estava visitando a Índia quando observou uma diferença entre a cannabis cultivada localmente e sua prima europeia, a planta do cânhamo.

O cânhamo europeu era usado principalmente para fins agrícolas e era conhecido na época como cannabis sativa. Lamarck decidiu classificar as espécies indígenas separadamente, dando-lhe o nome de cannabis indica.

  1. A cannabis era vendida em farmácias no Brasil

Até 1938 a cannabis era vendida em farmácias no Brasil mediante receita médica. O produto, chamado de “cigarros índios”, era importado da França e prescrito para asma, tosse, dificuldade em respirar e insônia.

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